quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

5 coisas que vc precisa saber sobre a Líbia e seu líder, Muamar Gadafi

1- Nos anos 80, o ditador Muamar Gadafi era considerado o principal patrocinador estatal do terrorismo. Chegou a ser chamado de “cachorro louco” por Ronald Reagan, que enviou caças para bombardear seu palácio em Trípoli.
2- Desde a década de 90, Gadafi se reinventou, atraiu empresas e se distanciou do terrorismo. 
Foi saudado por Tony Blair, Condoleezza Rice, cortejado por franceses e italianos. Claro, todos interessados na indústria de petróleo da Líbia.
3- O líder Líbio passou a ser uma ameaça internacional menor, mas continuou sendo um déspota brutal. O povo líbio buscou inspiração e apoio em seus recém-libertados vizinhos no Egito e na Tunísia para conquistarem a queda do ditador. A reação violenta  de Gadafi contra os manifestantes, mostra ao mundo o seu real estilo de governo.
4- O impacto na economia se dá por conta do preço do petróleo. Petróleo mais caro pode significar uma retomada mais fraca da atividade nos países desenvolvidos e ainda agravar o quadro de inflação global, já preocupante.
5- Ainda não sabemos o rumo que a onda de revoltas nos países exportadores de petróleo irá tomar. Se as tensões se acalmarem, o preço do petróleo deve recuar. Caso contrário, podemos esperar uma movimentação na taxa de juros. Lembrando que, quanto menor o crescimento, menor a taxa de juros. Fique atento!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Está pensando em comprar um imóvel para investir? Leia isso antes

Lembro-me com clareza de quando procurava por um imóvel residencial em São Paulo e o preço do m2 girava em torno de R$ 3,500. Isso foi a 6 ou 7 anos atras.
Hoje as pessoas falam com naturalidade de apartamentos custando entre R$ 8 mil e R$ 10 mil o m2, exatamente nas mesmas regiões que procurava no passado.
Não resta dúvida de que o imóvel se tornou um atrativo para aqueles que desejam diversificar seus investimentos. Mas será que a compra de um imóvel físico é o melhor caminho?

A resposta do meu pai provavelmente será: "Marcelo, tijolo é tijolo".
Ele tem razão. Mas o fato é que a compra de um imóvel envolve alguns riscos e taxas que devem ser considerados, como custos de avaliação, documentação, manutenção, instabilidade de locação, IPTU e outros.
Uma alternativa seria optar por fundos de investimento imobiliário, o que pode ser mais simples e, eventualmente, mais rentável do que a compra de um imóvel.
Esses fundos estão isentos de IR (Imposto de Renda), são administrados por profissionais com amplo conhecimento do setor, tem contratos estruturados e um menor risco de vacância do imóvel.
A rentabilidade de um fundo desse gira em torno de 10,5% a.a., incluindo aí a taxa de administração e todos os impostos. É preciso considerar ainda a possibilidade de valorização da cota.
Esse assunto é amplo, vai gerar algumas discussões e tem certas ramificações. Por essas razões voltaremos a tratar do tema. Assim espero, porque adorei pesquisar um pouco mais sobre o assunto.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Você já parou para pensar quantas vezes utilizou seu cartão de débito/crédito nas últimas semanas?

Bom, se foram muitas vezes, isso significa praticamente duas coisas: i) você está gastando demais; ii) tem alguém ganhando com isso.

O serviço de cartões é administrado pela Cielo (Ciel3), empresa que você provavelmente já viu algumas vezes na televisão, durante a propaganda com o nadador campeão de mesmo nome. As receitas da Cielo são decorrentes da captura, transmissão, processamento e liquidação financeira das transações realizadas com cartões de crédito e débito, além das receitas com aluguel de POS (famosas maquininhas espalhadas por tudo o que é estabelecimento comercial).

Dois fatores beneficiaram essa empresa em 2010: i) economia aquecida; e ii) aumento do uso dos cartões como meio de pagamento, em detrimento ao cheque e ao dinheiro.

O primeiro ponto é discutível, já que estamos sujeitos ao bom andamento da economia nos próximos meses/anos. Quanto ao segundo, acredito que seja uma tendência.

O curioso é que com tantos pontos positivos, esse papel vem apanhando constantemente nos últimos meses, por conta de uma mudança na regulamentação do setor, que acabou com a  exclusividade desse serviço.

Trata-se de um ajuste natural. A Cielo nadava de braçada nesse mercado e agora vai ter que enfrentar concorrentes.

É uma empresa bem estruturada, com fundamentos fortes. Prova disso foi a compra da M4U, especialista no desenvolvimento de plataformas tecnologicas de mobilidade, e a joint-venture com a Oi, visando aumentar a participação de pagamentos móveis, como profissionais liberais, vendas porta a porta, serviços de entrega, táxis, feirantes e outros. Outro dia eu estava na praia e o vendedor de canga tinha uma maquininha, é mole?!?

Outra iniciativa da empresa nesse sentido foi o desenvolvimento de um aplicativo para pagamento utilizando o iPhone, iPad e iPod touch.

A empresa apresenta alguns riscos, de fato (ex. relação preço/valor patrimonial em 18,3x, quando deveria ficar abaixo de 2x). Por outro lado, imagine você como proprietário de uma ação dessas, ao passar seu cartão pela maquininha, talvez a dor causada por mais uma despesa não seja tão grande.

Para finalizar, a regra de sempre, jamais compre qualquer ação sem a ajuda de um profissional.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Já pensou em ter a sua própria empresa de aviões?

Pois é, se ainda não pensou, talvez essa seja a hora de pensar. Ainda mais quando se trata da Embraer (EMBR3), uma das maiores fabricantes de aeronaves do mundo. De origem brasileira, essa empresa já produziu mais de 5.000 aviões, opera em mais de 80 países e tem presença nos cinco continentes. Para quem não conhece, vale uma consulta no site (www.embraer.com). Logo de cara aparece a seguinte frase: “Até que a ciência dê asas as pessoas, nós lhe daremos uma melhor forma de voar”. Não é de se apaixonar?
Exageros a parte, outro dia escrevi sobre as pechinchas (ações “baratas”) que aparecem com certa frequencia. Não arriscaria dizer que a Embraer faz parte dessa categoria. Mesmo porque, somente em janeiro/2011 sua valorização foi superior a 14%. Parece bastante. Por essa razão é natural que questionem se ainda há margem para que continue subindo. De fato acredito que sim. Ao analisar seus dados (situação financeira,  nível de endividamento, crescimento consistente do lucro nos últimos anos, preço/valor patrimonial, preço/lucro e outros) cheguei a conclusão que eles estão do jeitinho que gosto. Sim, claro, mais uma vez aqui estamos expostos a alguns riscos (economia americana, China e etc). Mas ainda assim, na minha opinião, pessoas continuarão voando e mercadorias ainda serão enviadas de um canto para outro. Mas lembre-se, jamais compre uma ação simplesmente porque alguém lhe recomendou, siga seus próprios critérios.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O que é mais rentável, contratar um plano de previdência ou investir seu dinheiro por conta própria

No jornal Valor Econômico de hoje, o colunista Mauro Calil trata de um tema que muitas vezes me questiono e frequentemente vira assunto de conversas com amigos na mesa do bar. O título é “Plano de previdência privada versus faça você mesmo”. A coluna está muito boa (quem tiver interesse, me manda um email que envio o link). O autor destaca a atração natural que temos por previdência privada. Isso se dá basicamente por duas razões: dedução no IR e fragilidade da aposentadoria do sistema público. Depois de uma série de cálculos, comparando o retorno do plano de previdência privada com a aplicação em renda fixa, chega-se a conclusão que o retorno do investimento em renda fixa é ligeiramente superior, após 10 anos de investimentos, considerando todas as taxas, deduções do IR e etc. Além disso, o fundo de renda fixa poderia gerar uma renda vitalícia e permite ainda passar o patrimônio para herdeiros, ao contrário de muitos fundos de previdência. Ainda segundo o autor, a vantagem para a renda fixa ficaria ainda mais competitiva caso o investidor optasse pela aplicação direta em títulos do tesouro e em ações de empresas pagadoras de dividendos, reduzindo assim a taxa de administração. No entanto, o texto deixa de mencionar um fator muito importante. Muitas empresas complementam o valor do plano de previdência, com o mesmo valor investido mensalmente pelo funcionário. Mesmo considerando que normalmente há um teto para isso (em torno de 7% da renda), esse cenário passa a ser o mais atraente.
Qual opção eu escolheria? Ficaria com uma combinação, aplicando no fundo de previdência privada até o limite da contribuição do empregador e, a partir daí, administraria uma carteira própria balanceada entre títulos do tesouro direto e ações. A forma de como balancear essa carteira será tema de um próximo texto. Boa sorte!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Procure pelas pechinchas, elas estão ao seu redor

Acredito que a primeira coisa que vem a cabeça das pessoas quando se fala em escolher uma ação para investir é aquela tabela imensa da parte de Economia dos jornais impressos. Não é assim que procuro pela minha ação favorita, pelo menos não no primeiro instante. Também não é olhando a recomendação dos grandes Bancos, que nesse momento já compraram as mesmas ações e esperam vendê-las a você. O que pouca gente imagina é que selecionar uma ação para investir é relativamente mais simples que isso, basta olhar a sua volta e procurar por uma pechincha. É isso mesmo, muitas vezes as ações de uma empresa com enorme potencial, são negociadas por um preço muito inferior ao que valem de fato. Vou dar um exemplo: No início de 2009, enquanto a indústria automobilistica no Brasil vendia horrores, a crise americana derrubava as cotações das empresas ao redor do mundo. Ao mesmo tempo, uma empresa chamada Porto Seguro (PSSA3), se aproveitava da venda de veículos, já que boa parte da sua receita vem dos seguros dos automóveis. Todos falando sobre a crise americana e aqueles carrinhos da Porto circulando para cima e para baixo. Na época, mais ou menos  meados de março/2009, o preço dessa ação chegou a R$ 10,70. Hoje a mesma ação custa perto de R$ 26,70. Isso significa que quem investiu aproximadamente R$ 10.000,00 nesse papel dois anos atras, hoje teria algo em torno de R$ 27.000,00. Outro exemplo: imagine você nas estradas de São Paulo voltando do feriado prolongado. Já reparou nos milhares de carros passando pelo pedágio? Existe uma empresa administrando isso, chamada CCR. Essa empresa possui atualmente a maior malha rodoviária concedida no Brasil e atua nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Além disso, é dona de quase 40% da STP, que opera o Sem Parar e Via Fácil. Já pensou em ser sócio de um negócio como esse? Lembre-se: comprar uma ação nada mais é do que comprar um pedacinho de uma empresa. Estive na CCR no ano passado, por outras razões, e tive a oportunidade de conversar com dois executivos dessa empresa. Gente muito boa, com a certeza de saberem onde querem chegar. É importante ouvir os funcionários de uma determinada empresa antes de fazer seu investimento, ver sua satisfação e paixão em trabalhar lá. Afinal, boas empresas são feitas de pessoas e não de números. Infelizmente parece que não fui o único a olhar para a CCR e suas ações já dispararam nos últimos meses. Mas calma, nem tudo está perdido. A boa notícia é que enquanto os analistas de bancos estão debruçados nas suas planilhas tentando encontrar o próximo papel para investir, você pode sair na frente deles e encontrar a sua própria pechincha, basta olhar a sua volta. Quando encontrar, só não se esqueça de me passar a dica.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Fundos de Investimento - Dicas para escolher o seu

Para aqueles que não tem tempo, paciência ou até mesmo vontade de fazer uma busca por ações “baratas”no mercado, existe a opção de investir em Fundos de Investimento. Mas ainda assim é importante tomar alguns cuidados nessa escolha.
A maioria dos investidores utiliza a performance do passado como principal critério de decisão, o que é algo perfeitamente natural. Mas não podemos esquecer uma das principais regras do mercado: performance do passado não garante performance futura. A boa notícia é que só o fato de entender porque é tão difícil escolher um fundo, já lhe ajudará a se tornar um investidor inteligente. Primeiramente é importante destacar que quanto melhor a performance do fundo, maiores são os desafios dos seus gestores. Quando um fundo apresenta um alto retorno, os investidores passam a direcionar mais e mais recursos a esse fundo. Isso acaba deixando o gestor com mais recursos do que opções para investir. Ele poderia, por exemplo, comprar mais ações das quais já possui, mas provavelmente faria isso a um valor superior ao que conseguiu comprar da primeira vez. É por esse motivo que fundos realmente bons fecham as portas para novos investimentos quando atingem determinado volume de recursos. Outra razão é o fato dos gestores se movimentararem para outros fundos com maior frequencia, a medida que são reconhecidos como profissionais de destaque, assim como acontece em qualquer outra área de atuação.
Então qual seria a melhor opção para o investidor na escolha do seu fundo? A solução indicada por dois profissionais que estão entre os nomes de maior destaque no que se refere a investimentos em bolsa (Benjamin Graham e Warren Buffet), é pela escolha dos fundos indexados ao indice da Bolsa, sem a pretensão de serem os melhores ou a promessa de evitarem o pior, mas simplesmente acompanharem o mercado.
Existe ainda uma sugestão de como fazer isso. Os investimentos devem ser feitos ao longo do tempo, em períodos frequentes e de preferência com base em uma moeda forte. Exemplo, investir todos os meses 100 Euros. Isso garante uma menor exposição quando o preço das ações estiver nas alturas e, por outro lado, lhe permitirá comprar uma maior quantidade de ações quando elas estiverem com o preço mais baixo.